Uma boa dica para o feriado!!
Nesta segunda eu e a Laura fomos ao cinema assistir ao novo "
Planeta dos Macacos: A Origem". Confesso que apesar de ser fã de ficção científica, eu ainda não assisti aos quatro filmes da sequência original (
1,
2,
3,
4,
5) ("falha" que pretendo corrigir em breve). De qualquer modo, gostei da
versão de 2001 e estava com uma boa expectativa para esta nova versão. Pois a expectativa foi correspondida! O filme também conta com um grande elenco, embora mesmo o papel de
James Franco acabe ficando secundário na história (frente a "atuação" dos símios). Mas mesmo explorando bastante os efeitos visuais, a história convence e o filme acaba sendo envolvente, com boas cenas de ação e alguns momentos mais dramáticos.

A parte "científica" da trama tem algumas simplificações, é claro, mas as ideias até que são apresentadas em uma sequência que faz sentido (Vou escrever um pouco mais sobre esta parte "científica". Embora não pretenda entregar nenhuma informação muito relevante, convém ativar o
ALERTA DE SPOILER). Se fala de neurogênese induzida por uma
terapia gênica baseada em vetor viral (ok). Depois se fala de resposta imune ao vetor como uma limitação do tratamento, o que é bastante comum.
Acho que a coisa mais absurda do filme é o tempo de resposta do tratamento. Imagine que você está colocando um determinado gene de interesse dentro de um vírus modificado e que depois esta partícula viral (vetor) é administrada à cobaia (ou ao paciente). O vetor precisa entrar nas células alvo, possivelmente integrar este "novo gene" ao genoma da célula, começar a expressar o seu conteúdo, provavelmente levando a produção de uma proteína que precisa realizar sua atividade para, consequentemente, causar o efeito nas células alvo. Neste caso, estamos falando de indução de novas terminações neuronais ou até mesmo da indução da diferenciação de novos neurônios à partir de células tronco...ou algo do gênero (o que na história do filme seria capaz de reverter o quadro de Alzheimer e até tornar os indivíduos mais inteligentes). Pois tudo isso, além de fantástico, acontece em menos de 24 horas!!! ehehehe. Outros detalhes éticos e de biossegurança quanto a forma com que são conduzidos experimentos em animais e experimentos com vetores virais também são completamente ignorados...fazendo com que os cientistas pareçam bem mais irresponsáveis e sem controle do que estão pesquisando...
Mas esses "detalhes técnicos" entram no campo da "licença poética", hehehe. Tem uma função de contextualização e não exatamente de fidelidade a uma metodologia factível. São tão explicativos quanto as imagens 3D de proteínas que ficam aparecendo na apresentação do personagem de James Franco, e que em determinado momento ele fica tentando sobrepor...como se numa inspeção visual da estrutura das proteínas ele percebesse a eficácia do tratamento (
viva a Bioinformática!!!).

Enfim, quem não é da área não vai nem perceber estes detalhes. E mesmo para alguém com uma visão um pouco mais crítica, isso não deve atrapalhar a experiência do filme. Os físicos sabem que é impossível viajar acima da velocidade da luz (de acordo com o que é atualmente aceito pela nossa "ciência"). Mesmo sabendo disso, eu continuo adorando várias séries e filmes com naves viajando no
hiperespaço (afinal, seria bem chato discutir batalhas estelares levando milhares de anos para viajar de um planeta habitado até outro). O objetivo das proteínas 3D e das cenas no laboratório é apenas ilustrar o contexto no qual um cientista brilhante e muito dedicado faz pesquisas super avançadas para tentar curar doenças importantes. As coisas acabam saindo do controle e ganhando uma proporção assustadora...
Avaliação: "Tri Legal"
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Dinler