quinta-feira, 1 de maio de 2014

Snowpiercer (2013)

Confinados em um Trem que nunca pára...


O galã Chris Evans está em cartaz nos cinemas interpretando o incansável herói americano, no longa Capitão America 2: O Soldado Invernal (2014). Sua constante aparição na mídia acaba criando em nossas mentes uma forte associação entre o rosto do ator e aquele perfil de "bom moço" do Capitão. Talvez em função disso eu quase não reconheci ele barbudo no Expresso do Amanhã (2013), um filme de ficção  pós-apocalíptico com um elenco interessante (Tilda Swinton, Jamie Bell, John Hurt e Ed Harris). A atuação dele neste filme foi legal, mas também nada de muito diferente.

Em um futuro próximo, o aquecimento global leva os cientistas a proporem o uso de um composto químico capaz de reduzir a temperatura atmosférica. Após alguns testes e muita discussão, pressionados pela opinião pública e pelo agravamento da situação climática na Terra, os governos de vários países decidem dispersar o componente químico com o uso de aviões. O projeto foi realizado de forma planejada e em escala global, para garantir o efeito desejado. A iniciativa deu certo, no sentido de reduzir a temperatura global. No entanto, o evento em cadeia teve um efeito sinérgico e as consequências foram catastróficas. A temperatura continuou caindo a níveis absurdos, gerando uma nova era glacial que praticamente extinguiu a vida na Terra.
Antes da catástrofe, um empresário americano havia enriquecido no ramo ferroviário, criando linhas de trem que conectavam as grandes cidades do mundo. Ele conseguiu conectar estas linhas possibilitando a realização de uma volta ao mundo sobre os trilhos. Além disso, ele desenvolveu um trem autossustentável, com um motor que não precisaria ser abastecido por fontes externas. Após a catástrofe, este trem acabou sendo utilizado para como "arca da salvação" para um grande grupo de pessoas. Os passageiros acompanhavam a desolação do planeta pelas janelas do trem, que nunca parava. Os anos eram contatos por voltas concluídas na Terra, seguindo sempre esta mesma linha que fazia a volta ao mundo. A água para os passageiros era obtida pela constante evaporação da neve sobre os trilhos, na parte frontal do trem. As pessoas foram dividas em classes, as quais eram distribuídas ao longo do trem. Na parte da frente estavam os "nobres", incluindo o empresário que projetou o trem, o qual neste contexto de confinamento acabou virando um misto de celebridade e divindade para os demais tripulantes. Na parte posterior estavam os mais simples e o último vagão foi transformado em penitenciária. Foi criado um sistema político e e uma polícia armada para manter a ordem no trem.
O espaço era limitado, os recursos eram limitados, o tempo passava devagar e as tensões só aumentavam. O filme se passa dentro do trem, acompanhando as ações do protagonista que vive na parte "pobre", onde as condições de vida deploráveis fomentam o desejo de rebelião. A trama é interessante e criativa, embora eu ache pouco lógico que um trem conseguisse seguir circulando ininterruptamente neste ambiente pós-apocalíptico, com uma nevasca eterna e nenhum reparo sendo feito nas linhas do trem. Mas o foco não é este, a questão é o drama pessoal, a convivência naquele ambiente confinado, as tensões políticas e sociais, etc. O desfecho me surpreendeu positivamente, mas não foi o suficiente para compensar a impressão de que ficou faltando alguma coisa. Fica a dica, mas só vendo para você entender...


Avaliação: "Tri Meia-Boca"

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Dinler


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Upside Down (2012)

O amor é mais forte que a gravidade??


Sim, este título é extremamente piegas. E é mais ou menos esta a "vibe" do filme Mundos Opostos (2012). Mas ele vale a pena pela criatividade do roteiro. Dois planetas, quase encostados um no outro, com gravidades opostas (obviamente), de modo que cada uma não interfere nos objetos do planeta vizinho. OK, esta é a parte que você começa a ignorar a Física do lance e simplesmente aceita que é neste universo que a história se desenrola. 
Tem várias coisas que ficam estranhas, como a falta de rotação entre os planetas, pois inclusive existe uma construção que conecta um mundo ao outro (um prédio que tem uma base em cada planeta). E alguns trechos do filme não parecem consistentes com relação a distância entre os planetas. Ela é fixa (afinal, existe um prédio conectando ambos), mas em alguns momentos parece maior, em outros é pequena o suficiente para o protagonista simplesmente "cair" de um mundo para o outro sem se machucar. Foi na água, sim, mas experimenta saltar de alguns quilômetros de altura sobre o Oceano para ver como o impacto vai ser agradável.
Mas se você conseguir desligar a crítica e embarcar neste universo, vai encontrar uma história romântica em um cenário fantástico. O filme é bonito e divertido, consegue trazer originalidade para uma trama de fundo que não é muito nova. Existem dois mundos, classes sociais distintas, um mundo explora o outro. Enquanto uma classe vive em fortuna e fartura, os outros trabalham, vivem em condições muito piores e sonham com o "outro mundo". Fui bastante crítico com o filme e minha avaliação final vai parecer contraditória, mas vale a pena assistir. Tanto se você curte ficção e aceita as características peculiares deste universo, quanto se você gosta de um romance e abstrai o contexto em que este casal luta para se reencontrar.


Avaliação: "Tri Legal".
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Dinler

P.s: As atividades acadêmicas estão consumindo mais tempo do que o habitual, por isso o blog ficou parado nos últimos meses. Estamos passando por uma mudança e o tempo vai continuar escasso neste semestre, mas vou tentar manter o blog e quem sabe aumentar o número de publicações no próximo semestre.