As interpretações incorretas do calendário Maia se demonstraram, de fato, equivocadas. O mundo continua existindo, a despeito dos preparativos dos mais pessimistas. Pois pensando neste frustrado cenário apocalíptico eu resolvi assistir um filme de terror, mas não um terror qualquer, um terror com a marca de Joss Whedon. Eu já prestei minha homenagem a ele em um post de 2011 e a admiração segue valendo após assistir O Segredo da Cabana (2011). A primeira vista pode até parecer o mesmo papo furado de sempre, alguns adolescentes babacas, uma cabana no meio do mato, decisões estúpidas e a morte inevitável diante de algo assustador e "inesperado". Mas acreditem, é muito mais do que isso. Assistindo ao trailer você já vai perceber que tem algo "estranho" nesta história. Não estou falando do cara bizarro no posto de gasolina aparentemente abandonado (pois esta é a parte clichê), me refiro aquele "grid" invisível que mata uma águia desavisada. Sim, e tem muito mais coisas estranhas para serem reveladas. Se você ainda não entrou no clima e não tem medo de encontrar alguns spoilers, confira o site de divulgação do filme.
Os atores também falam em favor da franquia, temos vários nomes conhecidos, tanto entre as vítimas, digo, jovens, quanto entre os mais velhos. Não vou citar os nomes para não enrolar muito, mas chamo atenção para a atuação de Fran Kranz. O personagem dele é muito engraçado, propiciando diálogos irônicos mas notadamente sensatos. Lembra um pouco um personagem interpretado por ele em outra parceria com Joss Whedom, Dollhouse (2009-2010). Aliás, ele não vai ser o único rostinho conhecido para quem já assistiu esta série (QUE RECOMENDO FORTEMENTE!!).
Enfim, esta era minha dica para o fim do mundo...shit, me atrasei...já estamos no dia 22/12/2012 e parece que desta vez alguém conseguiu evitar o fim do mundo.
Neste semestre o trabalho apertou e eu acabei descuidando do blog. Nós continuamos assistindo vários filmes, claro, mas o tempo passou e eu acabei não fazendo NENHUMA POSTAGEM NO MÊS DE NOVEMBRO!! Isto nunca havia ocorrido desde a criação do blog em julho de 2011, e pretendo cuidar para que não volte a acontecer.
Bom, tenho vários filmes interessantes para atualizar no blog, mas resolvi iniciar o mês de Dezembro com a publicação de um Sci-fi com viagem no tempo, um dos meus "tópicos" prediletos!! Me refiro ao novo filme de Bruce Willis, Looper: Assassinos do Futuro (2012). "Joe" (Joseph Gordon-Levitt) é um assassino profissional, mas suas vítimas e seu contratante não são "deste tempo". No futuro a polícia e as técnicas forenses estão tão desenvolvidas que tornou-se quase impossível consumir com um cadáver, mas a máfia encontrou uma criativa solução para o problema. A viagem no tempo já foi descoberta, embora seja proibida. Então a máfia enviou um homem para o passado (30 anos antes da descoberta da viagem no tempo), encarregado de organizar um grupo de assassinos que iriam ser utilizados para executar vítimas enviadas do futuro. Estes assassinos (Loopers) recebem instruções detalhadas sobre o local e a hora onde a vítima vai "aparecer". A vítima surge no local, algemada e encapuzada, sendo instantaneamente executada pelo Looper que estava a sua espera. O Looper então pega seu pagamento (enviado junto com a vítima) e se livra do corpo. Não há investigação no presente (afinal, o corpo não existia neste tempo!), não há indícios de crime no futuro (afinal, o corpo desapareceu!), quase não há riscos para o Looper, e o pagamento é bom.
É claro que parte do contrato do Looper é não falar nada para ninguém, nunca. Caso o Looper viva o suficiente e tente se afastar do serviço, pode ser que a máfia julgue necessário eliminá-lo. Neste caso ele será encaminhado ao passado para ser executado por si próprio, encerrando assim seu "Loop". Certo dia, isso acaba acontecendo com Joe...e aí as coisas começam a ficar confusas. Bom, o filme é legal, com boas cenas de ação e com uma trama relativamente interessante. Ele não é muuuuito surpreendente, admito, eu saquei a "explicação" de um dos mistérios do filme bem antes do que eu gostaria. Mas ainda assim, valeu a pena. Apesar de infelizmente estar ficando velho, Bruce Willis (o Joe do futuro) ainda manda muito bem em filmes de ação. Com aquela expressão marrenta e meio debochada de sempre. Falando nisso, você vai estranhar um pouco o rosto do Joseph Gordon-Levitt, que foi alterado para ficar mais parecido com o Bruce Willis. Achei isso legal. E no final do filme, bom....melhor não fazer comentários sobre isso para evitar spoilers...
Não sei se continua em cartaz o filme Ruby Sparks: A namorada perfeita (2012), mas de qualquer modo fica aqui a dica!! O filme conta a história de um jovem e bem-sucedido escritor, Calvin Weir-Fields (Paul Dano), que vive uma crise de criatividade. Em paralelo, também fica evidente sua péssima relação com o mundo que o cerca. É admirado por sua obra, convidado para vários eventos e inclusive desejado por algumas mulheres...mas não se diverte nestas ocasiões e tão pouco consegue manter um relacionamento. Desafiado por seu psiquiatra, Calvin começa a rabiscar um texto sobre o encontro de um jovem com uma mulher..."perfeita". Ele descreve cada detalhe de sua personalidade, suas origens, seus gostos, e como ela se encaixa perfeitamente nos seus próprios desejos, que se confundem com os do protagonista de sua própria história. Logo o escritor se vê verdadeiramente apaixonado por sua própria criação, Ruby Sparks (Zoe Kazan), seu dia gira em torno dos momentos em que pode continuar escrevendo sobre ela, apenas para ter aquela fugaz sensação de convívio através de seu personagem. Até aí "tudo bem", mas as coisas realmente ficam estranhas quando em uma determinada manhã Calvin encontra Ruby em sua cozinha, preparando um café como se morasse em sua casa a muito tempo. Não era uma simples alucinação, ela estava ali, cozinhando e conversando, em carne e osso. O susto é tamanho que Calvin se tranca no quarto, convencido de que está tendo um episódio de esquizofrenia ou algo do gênero. Mas Ruby permanece lá, sabe-se lá como isso é possível, mas de fato ela está lá. Não é mais apenas fruto da imaginação de Calvin, ela conversa e interage com outras pessoas, como se sempre tivesse existido. A cômica e improvável história de amor prossegue, explorando alguns temas comuns da vida a dois. Sempre queremos mudar uma coisinha ou outra no ser amado, não importa o quão perfeito ele seja. Mas até que ponto mudar detalhes que nos incomodam não altera a própria essência que torna o nosso ser amado único e especial?
Enfim, um programa especialmente agradável para casais...mas não só para eles. O filme ainda conta com outros atores famosos, como Elliot Gould (bem no papel) e Antônio Banderas (completamente irrelevante...).
Eu ainda estava na faculdade quando meu irmão me indicou a série Death Note (2006-2007), um anime Japonês inspirado em um mangá muito famoso. Felizmente eu segui a dica e assisti a série. Ela é PERFEITA!!!! Uma das tramas mais inteligentes e envolventes que eu já tive o prazer de acompanhar. Nota 9.0 no IMDB. Simplesmente fantástica!!!!
A trama está centrada na existência de um livro, o qual dá nome a série,
que é utilizado pelos "deuses da morte" (ou "Shinigamis") para matar os
humanos (na hora derradeira) e encaminhá-los ao mundo dos mortos. Os
Shinigamis fazem parte da cultura japonesa e estão presentes em várias
outras histórias, dois deles aparecem na imagem ao lado, ao fundo. Nesta
série, um Shinigami entediado deixa um Death Note cair no mundo dos
vivos e fica acompanhando sua trajetória. O primeiro a encontrar o livro
da morte é um brilhante estudante japonês chamado Light Yagami (ou, na pronúncia japonese, Yagami "Raito"). Apesar de jovem, Light é tão inteligente e perspicaz que no passado já
auxiliou a polícia de sua cidade a resolver alguns crimes. Ele planeja estudar direito e quem sabe entrar para a polícia, visando
colaborar para fazer do mundo um lugar melhor e mais justo.
Mas a justiça é lenta e ineficiente. Inúmeros criminosos condenados acabam impunes ou retornam as ruas poucos anos depois. Light acha isso injusto e gostaria de fazer algo para mudar o sistema. O Death Note lhe fornece esta possibilidade. O livro vem com uma série de instruções, dentre as quais se destaca o fato de que basta escrever o nome de um humano no caderno (mentalizando seu rosto), que o humano estará morto em 40 segundos. Light evidentemente não acredita nestas regras, mas por diversão resolve testar o livro. Escreve o nome de um criminoso que apareceu na televisão e deixa o livro de lado, sabendo que nada aconteceria. Para sua surpresa, o criminoso morre de um ataque cardíaco fulminante. Light inicia então uma cuidadosa campanha para matar criminosos, assassinos, estupradores e toda a escória da sociedade japonesa...e, porque não, do mundo. A polícia logo percebe que este grande número de mortes, aparentemente não relacionadas, deve ser fruto da ação coordenada de um grupo de assassinos, montando uma força-tarefa para investigar o caso. Nos blogs e nas redes sociais surge o nome "Kira", como o salvador da humanidade, aquele que está fazendo justiça com as próprias mãos. Não muito tempo depois, une-se a esta força-tarefa o mais eficiente detetive do mundo, o qual nunca teve sua identidade revelada e que atende pelo pseudônimo de "L". É aqui que as coisas começam a ficar realmente interessantes...
Você pode até estar pensando "livro da morte", "deuses bizarros", não, vou passar essa. Mas não se engane!!! Este é apenas o contexto no qual se travará uma magnífica batalha entre "Kira" e "L". O ponto forte não são os Shinigamis e o mundo dos mortos, mas o "xadrez" de alto nível que se desenrola enquanto "L" tenta descobrir a real identidade de "Kira", o qual precisa se manter oculto para continuar com seu "trabalho". A trama é fantástica, vale MUITO A PENA CONFERIR. Eu e a Laura ficamos completamente viciados. Mesmo que você não seja fã de animes, assista aos primeiros episódios antes de formar sua opinião (são apenas 37 no total):
Na mesma época em que o anime foi lançado, também foram produzidos dois filmes baseados no mesmo mangá: Desu nôto (2006) e Desu nôto: The last name (2006) (notas 7.9 e 7.3 no IMDB). Apenas na semana passada eu e a Laura resolvemos assistir esta versão live action da série, sobre a qual decidi realizar esta postagem. Os filmes são legais. Os personagens estão relativamente bem representados (inclusive os Shinigamis) e a trama apresenta os principais fatos da história original...mas não é a mesma coisa.
Naturalmente o filme precisa ser mais sucinto e os eventos precisam se desenrolar mais rapidamente. Isso faz com que apesar de as principais jogadas de cada um dos protagonistas serem apresentadas, o telespectador não perceba a real dimensão da genialidade dos movimentos do "L" e do "Kira". Além disso eles também simplificaram algumas partes da história e alteraram o final. Acho que o filme vale a pena para quem está com saudade da trama e quer revê-la sob uma óptica nova ou para quem tem alguma aversão absurda aos animes e sabe que não assistirá aos 37 episódios. Bom, acho que é melhor assistir apenas aos filmes do que não assistir nada. Mas eu insisto, assistir ao anime é MUITO MELHOR!!!
Existe ainda um terceiro filme, L: Change the World (2008), um spin-off dos dois primeiros, mantendo o mesmo ator no papel de "L" (Ken'ichi Matsuyama). Eu ainda não consegui assistir este filme e não tenho certeza sobre como ele se encaixa nos demais...mas parece ser uma história anterior ao primeiro filme.
Nestes tempos em que nada se cria e tudo se copia, existiam rumores sobre uma versão americana desta história. De fato, o IMDB já possui a entrada para um filme previsto para 2014, sob a tutela do diretor Shane Black, o mesmo de Máquina Mortífera (1987). Vamos aguardar para ver o que vem por aí...
Em plena semana farroupilha, depois de me ausentar do blog por vários dias, eu retorno com a história de uma ginete flor de especial. Mas diferente das histórias gaúchas, onde os termos cavalgar e domar estão associado restritamente aos cavalos, esta história vai falar sobre os descendentes de Paikea, o domador de Baleias. Os Maori são uma tribo que se estabeleceu na Nova Zelândia entre os séculos I e VIII, provavelmente em sucessivas levas de imigrantes provenientes do leste da polinésia. Segundo suas lendas, eles são descendentes de Paikea, um líder que após o naufrágio de sua embarcação, cavalgou uma baleia e guiou seu povo até seu novo lar na Nova Zelândia. O filme Encantadora de Baleias (2002) conta a história de uma meninaque pertence a uma longa linhagem de chefes Maori, a qual teoricamente remonta ao próprio Paikea, o domador de baleias. Segundo suas tradições, o primeiro filho do chefe atual (Koro, interpretado por Rawiri Paratene) deveria ser o novo líder político e espiritual da tribo, sobre o qual se depositava muita expectativa tendo em vista a degradação da cultura e dos costumes Maori em função do convívio com a "sociedade moderna".
Porourangi, o primeiro filho de Koro (interpretado por Cliff Curtis), não assume este posto, desviando as expectativas da tribo para a sua mulher grávida, a qual poderá dar a luz ao novo líder. Mas nasce um casal de gêmeos e o menino morre no parto junto com a mãe. O pai decide então batizar a menina com o nome Paikea (ou apenas Pai, para os íntimos), mesmo sabendo que isso contrariava os costumes da tribo e sobretudo os desejos do avô, um importante líder dentro da tribo. Pororangi, abalado pela morte da esposa e revoltado com o comportamento obcecado do pai, que deseja um neto homem para ser o novo líder, abandona a ilha e começa uma nova vida na Europa. Paikea é deixada para ser criada pelos avós, que a amam incondicionalmente...embora o avô demonstre em vários momentos que uma descendente mulher não tenha nenhuma serventia para ele (e para o futuro da tribo).
Pai cresce convivendo com esta culpa por não ser o neto homem que poderia liderar a tribo e com o desejo de aprender os costumes e tentar agradar ao avô, o qual só se irrita ainda mais, visto que uma mulher não pode ser treinada para ser líder. O filme é bonito e nos apresenta uma realidade exótica, falando sobre costumes, rituais e crenças dos antigos nativos da polinésia. A pequena Pai é interpretada por Keisha Castle-Hughes, a atriz que posteriormente interpretou a nova rainha de Naboo em Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (2005) (acima, à esquerda). Mais recentemente a atriz realizou alguns trabalhos para a televisão, se engajou em discussões junto ao Greenpeace e atualmente trabalha em dois filmes de ação Rewind (2012) e The Stolen (2013).
Eu gostei de assistir a Encantadora de Baleias (2002) (no ônibus, enquanto viajava de Santa Maria para Porto Alegre), mas confesso que é um filme meio alternativo e um pouco parado. Neste caso, acho que você deve conferir o trailer para ter uma ideia mais clara do filme antes de embarcar na minha dica.
A Laura costuma acompanhar alguns blogs de críticos de cinema e também acompanha os trailers de lançamentos no site do IMDB, então ela que faz a maior parte da "lista" de filmes que nós pretendemos ver. Normalmente são filmes que nós dois gostamos, mas - naturalmente - nem sempre é assim. Um dia desses, por exemplo, nós assistimos ao longa A Lonely Place to Die (2011), o qual não correspondeu a expectativa. O filme conta a história de um grupo de alpinistas que, por completo acaso, descobre um "esconderijo" nas montanhas escocesas onde uma menina sequestrada estava sendo mantida em cativeiro. Coloquei esconderijo entre aspas pois não é o que você está pensando. Não era uma cabana no meio da floresta, era uma caixa enterrada no chão, mais larga e mais alta do que um caixão (mas ainda assim apertada), com apenas um cano de ferro comunicando com o exterior, para circulação de ar. Dentro da caixa a menina possuía apenas uma garrafa de água, para sobreviver por alguns dias. Os alpinistas percebem logo que a menina é estrangeira, não fala a língua deles e parece ainda estar com o uniforme da escola. O grupo se divide quanto à como proceder nesta situação, pois não é fácil se deslocar pela região e não é muito rápido para conseguir ajuda. Eles decidem um plano de ação e começam uma corrida para levar a menina para um lugar seguro onde possa receber atendimento, mas logo percebem que a situação é ainda mais grave do que parece. Não vou continuar com a descrição para não acabar com o pouco suspense que o filme ainda guarda. Existem algumas sequências interessantes, paisagens bonitas, ação...assista ao Trailer e tire suas conclusões..
Se você é do tipo que ficou todo empolgado com a luta entre o Anderson Silva e o Chael Sonnen, você vai adorar este filme. E se você, como eu, não acompanha MMA mas até que acha legal assistir alguma coisa envolvendo luta, eventualmente, você também vai gostar desse filme. Não, não é Vale-Tudo! São artes marciais mistas, com todo um conjunto de regras, e dois lutadores se enfrentando no octógono. Apesar de forçar em alguns detalhes, Guerreiro (2011) é um filme suficientemente realista sobre o universo do MMA. Mas o mais interessante é que ele não é só um filme de pancadaria!! O filme na verdade se desenrola como o drama de dois irmãos, cuja infância foi abalada pelo alcoolismo do pai, e que agora sofrem para superar os problemas antigos e os novos. Me surpreendeu positivamente!
Pois é, o título original do filme nem é a parte mais estranha, mas facilita se utilizarmos Flores do Oriente (2011), ou ainda "The Flowers of War", na versão norte-americana. A Laura tirou este filme não sei de onde e felizmente não me adiantou nada sobre a trama. Comecei a assistir às cenas de guerra, certo de que estava vendo algum filme cult oriental, quando de repente aparece o Christian Bale barbudo em meio a um monte de escombros, tentando sem muito sucesso falar em inglês com os soldados japoneses, ou seriam chineses? Tudo muito estranho...mas muito interessante.
A tomada da cidade de Nanquim (Nanjing, em chinês) é descrita como um dos episódios mais violentos na invasão da China pelos Japoneses, em 1937. Nanquim era então a capital da republica da China e a brutalidade do exército imperial japonês durante a conquista da cidade foi tamanha, que o episódio recebeu nomes como o "Massacre de Nanquim" e o "Estupro de Nanquim".
Christian Bale interpreta um simples coveiro, que foi mandado a Nanquim para realizar o enterro de um padre estrangeiro. Em meio a situação da guerra e ao risco contra a própria vida, ele acaba se passando pelo próprio padre e tentando utilizar a "autoridade reliogiosa" para conseguir negociar com o exército japonês. Apesar da presença marcante deste importante ator Hollywoodiano, o filme é oriental, do diretor Yimou Zhang, o mesmo de Herói (2002) e O Clã das Adagas Voadoras (2004). Mas não se iluda, Flores do Oriente (2011) é completamente diferente. Não é um filme super colorido e cheio de efeitos especiais ao estilo O Tigre e o Dragão (2000), do diretor Ang Lee. É um filme cinzento e sério, cheio de diálogos em chinês e em um inglês com sotaque oriental. Mas ele traz um drama real, embasado em eventos históricos. O filme faz justiça a violência do evento que relata, com muitas cenas fortes, para não deixar dúvidas e nos transmitir uma ideia clara de que aqueles foram momentos muito tristes e sofridos para o povo chinês.
Na semana passada eu fui forçado a ficar mais tempo em casa, em função de uma gripe. Naturalmente eu converti este tempo em oportunidade de assistir alguns filmes, uns novos, outros nem tanto. Por exemplo, eu finalmente assisti ao último filme da sequência original de Planeta dos Macacos: Batalha do Planeta dos Macacos (1973). O quinto filme até que é legalzinho, mas ganhou apenas nota 5.2 no IMDB. Enfim, foi uma experiência legal, me sinto melhor agora que assistia todos os filmes da "trilogia" original, hehhe.
Mas falando de filmes mais atuais, eu também assisti um suspense muito bom o ator Michael Shannon, O Abrigo (2011). O filme trabalha com uma temática amplamente explorada no cinema, mas vai colocando os fatos de uma maneira bem interessante e envolvente. O protagonista começa a ter pesadelos terríveis, em que vivencia a chegada de uma tempestade terrível. Além dos tornados e da forte chuva, a tempestade também parece de algum modo afetar as pessoas, tornando-as agressivas e irracionais. Enfim, felizmente é apenas um pesadelo. O problema é que a recorrência dos sonhos e a estranha sensação de que estes são na verdade eventos que ainda estão por vir, começam a afetar o dia-a-dia do abalado "Curtis" (Shannon). E aqui as coisas começam a ficar...confusas. Curtis começa a passar mais tempo restaurando o velho abrigo contra tempestades do que cuidando de sua própria família. Os gastos desnecessários com a reforma do abrigo e seu comportamento cada vez mais sombrio e evasivo logo complicam as relações do protagonista, tanto em casa quanto no trabalho.
Até que ponto é saudável nos deixar influenciar por situações provavelmente fictícias? Até que ponto conseguimos evitar o envolvimento e simplesmente seguir em frente? O filme vai adicionado outros detalhes na trama que só aumentam a carga dramática e o nosso envolvimento com a complexidade da situação. Gostei do filme e acho que o cara interpretou muito bem o papel. Só não curti um detalhe...mas assistam o filme para depois discutirmos..hehe.
Mais uma coisa, vou postar o link para o trailer aqui, mas minha dica é não assistam ao trailer. Vão direto assistir o filme. O trailer já entrega várias coisas que poderiam ser gradativamente reveladas ao longo da trama.
O cinema Argentino têm sido muito elogiado por suas ótimas produções. Ano passado eu escrevi um post sobre Um conto chinês (2011), um filme excelente estrelado pelo ator Ricardo Darín. Pois andando na contramão do tempo, eu e a Laura recentemente assistimos O Segredo dos seus Olhos (2009), também estrelado por Darín. Este filme segue uma linha completamente diferente, mas eu achei igualmente excelente! Alcançou nota 8.2 no IMDB. O protagonista do filme é ex-funcionário de um tribunal que está tentando escrever um livro sobre um caso de estupro, em cuja investigação ele esteve envolvido. Mais do que isso, o processo de criação do romance também é uma espécie de retorno a assuntos inacabados na vida do protagonista. Os detalhes não são claros no início e o filme parece não ter pressa de revelá-los, mas a medida que a história se desenrola as lacunas vão sendo preenchidas. Um olhar, uma hesitação, uma palavra não dita...algo tão pequeno pode ter um simbolismo gigantesco e os eventos ocorridos em poucos segundos podem ser revividos infinitas vezes em nossas mentes. Quem quiser ter uma ideia do estilo do filme pode conferir o Trailer, mas eu não recomendo. Acredito que a experiência vai ser muito mais interessante se você não tiver nenhuma dica sobre as relações entre os personagens, no passado...ou no presente.
Provavelmente assistir a um filme dinamarquês não estava nos seus planos, talvez menos ainda tratando-se de um filme de terror. Mas a Laura me trouxe Cecilie (2007), a história de um casal que acaba de chegar à cidade e que está passando por um momento bem complicado. Cecilie Larsen (Sonja Richter) é uma professora que começa a ser atormentada por algumas visões, chegando ao ponto de vivenciar um estupro. Ela sente como se realmente tivesse sido estuprada, mas não existe nenhum vestígio sobre isso. Na escola ela tem lembranças de salas e de acontecimentos que ela não vivenciou. O marido não compreende o que está acontecendo e os médicos tentam convencê-la de que suas "experiências" são apenas truques de sua mente. Mas as coisas começam a ficar menos claras a medida que algumas "coincidências" começam a vir à tona...
Terror não é a minha categoria preferida e eu não colocaria este filme entre os melhores do gênero, mas gostei de assisti-lo.
A primeira vez que eu assisti MIB foi na TV aberta, provavelmente muito tempo após o lançamento do filme. Apesar deste aparente descaso inicial, a minha atenção completa foi conquistada já na propaganda do filme. E eu adorei. Adorei o tom irônico, os aliens bizarros, os diálogos inteligentes, as piadas com artistas, etc. Isso sem contar a fantástica atuação da dupla de protegonistas, Will Smith e Tommy Lee Jones. O segundo filme manteve a qualidade do primeiro, alterando alguns elementos (Obs.: Eu acho que o final do primeiro filme ("bolinha de gude") é incompatível com o final do segundo ("porta do armário"), mas tudo bem). Pois na semana passada nós fomos ao cinema assistir o terceiro filme da série, MIB 3 - Homens de Preto (2012). A expectativa era grande, o que torna a avaliação mais rígida heheh. Eu gostei bastante do filme. Não é melhor que os anteriores, mas é bom o suficiente para manter a minha admiração pelo universo de MIB. A Laura, por outro lado, ficou decepcionada. Mas cabe salientar que o Josh Brolin fez um ótimo papel interpretando a versão jovem do Agente K, perfeito. Também gostei muito do vilão Bóris, muito engraçado (e bizarro!!). Ele foi interpretado por Jemaine Clement, que fazia parte do Flight of the Conchords. Tem vários vídeos legais deles no Youtube, mas o meu preferido é o The humans are dead.
Mas voltando ao MIB, vale a pena assistir!! Só mais um comentário: nós assistimos a versão 3D...mas não achei que valeu a pena.
À beira do Abismo (2012) não é um filme de grande destaque. Ele nos traz um personagem suicida (Sam Worthington), tomando coragem para pular do alto de um prédio, e uma policial traumatizada que tenta controlar a situação (Elizabeth Banks). Eu comecei a assistir este filme sem o menor conhecimento sobre a trama e logo no início do filme tive a impressão que o filme seria muito chato. "O filme todo vai se passar com o cara se ensaiando para pular?", pensei. Mas na verdade fui surpreendido positivamente. O filme tem mais conteúdo do que parece e vai aos poucos revelando uma trama cheia de detalhes. Eu acabei curtindo a experiência, embora tenha ficado com uma sensação...estranha...quanto ao desfecho da história. Enfim, vou evitar maiores comentários para não interferir (muito mais) nas suas expectativas. Confira o Trailer!
Fazer doutorado toma mais tempo do que se possa imaginar e eu estou tendo dificuldades para me manter atualizado no mundo do cinema. Pior do que isso, mesmo encontrando um tempinho para assitir a um filme eu acabo adiando muito o momento de postar no blog. De qualquer modo, sigo aqui com minhas dicas "esporádicas" sobre o que eu e a Laura temos assistido. Falando em doutorado, uma colega da Genética que me indicou o filme Um Namorado Para Minha Esposa (2008), com o aviso prévio de que este era um filme para casais.
Aceitei a dica e repasso com os mesmo aviso: Assistam con su pareja!!! Esta comédia alternativa é leve e divertida, satirizando algumas dificuldades que estão presentes em vários relacionamentos.
O protagonista, El Tenso Polsky (Ádrian Suar) esta muito tenso (piadinha infame, favor apertar o botão vermelho neste link) em função de seu relacionamento com Tana Ferro (Valeria Bertuccelli), uma mulher com personalidade forte e que está passando por uma importante crise pessoal. Tenso está cansado das reclamações da mulher de sua "falta de espaço", mas não tem coragem de terminar o relacionamento. Neste contexto surge a ideia de tentar fazer com que Tana se apaixone por outro homem, o que a faria terminar com Tenso (solucionando o problema)....plano este que evidentemente não corre exatamente conforme o planejado.
O filme tem momentos mais "tensos" (OK, vou parar!) e mais divertidos, mas garanto que no final das contas não deverá causar nenhuma briga no casal que está assistindo hehheheh. Vale a pena conferir!
Neste final de semana eu recebi um e-mail da minha afilhada dizendo mais ou menos o que eu escrevi no título. A ordem foi tão enfática que eu não pude negar, chamei a Laura e fomos ao cinema. Pois valeu MUITO A PENA!!! Além de trazer de volta às telas os já consagrados heróis da Marvel, Os Vingadores (2012) brinca de forma perfeita com esta combinação explosiva de seres poderosos e personalidades marcantes. Imagine o ego do Tony Stark enfrentando o igualmente gigantesco ego do Thor. E você consegue imaginar o destrambelhado Hulk obedecendo ordens do correto Capitão América? E se colocarmos esta galera em uma sala com o Nick Fury, o Agente Coulson e o Loki?
Mesmo que você não seja um grande fã destes personagens e não saiba muito sobre eles, você ainda assim vai rir muito durante o filme. Existem várias piadinhas rápidas salpicadas pelos diálogos e algumas cenas muito engraçadas, sobre as quais não farei maiores comentários para evitar spoilers.
O filme é bonito, tem uma sequência de eventos que é suficientemente consistente, além de uma boa dose de ação e efeitos especiais. Justamente em função disso vale a pena arranjar um espaço na agenda e correr para o cinema mais próximo. Eu acabei assistindo 3D, mas se você preferir assistir a versão normal não estará perdendo muito. Algumas cenas ganham um efeito especial em função do 3D, mas o filme não explora muito este recurso. Quanto as atuações, o Mark Ruffalo se saiu bem como o novo rosto do Hulk, mas o meu destaque vai para o Robert Downey Jr., que continua impagável na pele de Tony Stark. Também achei legal que ele permanece devidamente acompanhado pela Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).
Enfim, The Avengers Initiative é um projeto gigante que tráz muitos bons atores e reúne projetos que já eram grandes por conta própria, como a sequência do Iron Man (2008 e 2010). Uma ótima recompensa para todos aqueles que aguardar ansiosos assistindo a todos os filmes anteriores, e ficando até depois dos créditos só pára ver aquelas pequenas cenas em que o Nick Fury ia reunindo a galera. Falando nisso, não tenha pressa em sair dos cinema quando assistir aos vingadores...hehehe.
Nossa geração está testemunhando uma grande expansão do cinema nacional. Eu torço muito pelo desenvolvimento do nosso cinema poderia citar vários filmes brasileiros dos quais gostei muito, no entanto, devo confessar que tenho assistido a poucos ultimamente. Querendo reverter este quadro, eu aproveitei as indicações de um amigo e aluguei alguns filmes para inaugurar o marcador "Nacional". Infelizmente, não gostei muito do primeiro. Eu assisti O Cheiro do Ralo (2006), uma comédia com Selton Mello, que diga-se de passagem é um baita ator. No entanto eu achei o filme sem graça e muito parado. O filme traz uma mensagem interessante...guardada bem lá no fundo do ralo...e em grande parte gira em torno de uma bunda que justifica a obsessão do protagonista, mas infelizmente não conseguiu me transmitir muito mais do que isso.
De qualquer modo, fica a dica para os que quiserem experimentar este autêntico produto nacional, que conquistou nota 7,4 no IMDB.
Um drama familiar perfeitamente costurado na tragédia coletiva que se abateu sobre Nova York no 11 de Setembro de 2009. O filme Tão Forte e Tão Perto (2011) nos traz a história do pequeno Oskar Schell (Thomas Horn), uma criança muito inteligente mas com sérias dificuldades de socialização (traços de Asperger). O pai de Oskar, Thomas Schell (Tom Hanks), tenta estimular o filho através de jogos, aventuras, nas quais ele é obrigado a sair de casa e falar com estranhos, para assim desvendar antigos mistérios. Os dois são grandes amigos e cúmplices nestas aventuras. A relação de Oskar com sua mãe, interpretada por Sandra Bullock, já é bem mais complicada, havendo um certo distanciamento entre eles.
A vida da família Schell é abalada pela morte de Thomas, que estava em uma reunião de negócios no WTC, no momento dos ataques terroristas. Os conflitos de Oskar se agravam, assim como sua dificuldade de interagir com a mãe. Em uma tentativa de manter viva a ligação com o pai, Oskar continua tentando resolver os mistérios deixados por Thomas e, ao encontrar uma antiga chave nas coisas de seu pai, inicia a maior aventura de todas. O filme é focado nas relações, nos dramas pessoais de cada personagem e na sensação de perda que acaba permeando todas as famílias norte americanas. É um filme interessante, vale a pena conferir.
Uma epidemiologista é chamada para avaliar um homem que alega ter perdido completamente o olfato. Ao questionar sobre o porque de terem chamado uma epidemiologista, descobre que vários outros casos semelhantes (e aparentemente não relacionados) foram relatados. Uma epidemia? Uma doença contagiosa? Qual a forma de transmissão? Qual a relação entre os afetados?
Antes que estas perguntas encontrem respostas adequadas a doença se espalha pelo planeta, e se agrava. Outros sentidos são perdidos a cada crise. A humanidade se vê forçada a reinventar suas experiências a cada perda. Enquanto uns se desesperam, outros encontram formas criativas de continuar vivendo...e aproveitando a vida.
O filme Sentidos do Amor (2011) utiliza esta realidade incomum e aterradora como pano de fundo para falar de relacionamentos. Ewan McGregor e Eva Green (que pra mim continua sendo a Morgana de Camelot (2011), série que eu RECOMENDO!!) dão vida a um casal de pessoas completamente diferentes, que se conhecem e se apaixonam em meio a este contexto apocalíptico. No meu gosto, o filme deixa a desejar um pouco na parte de ficção (eu sempre fico esperando explicações legais...), mas enfim, não era esse o objetivo. Deixando isso de lado, eu gostei bastante. É um filme diferente, com uma história interessante. Vale a pena conferir!
Motoqueiro, encrenqueiro, pastor e salvador...é suficiente ou quer mais?
Nesta chocante e emocionante história real, Gerard Butler interpreta Sam Childers (acima), um ex-bandido ("gang biker"), ex-drogado e ex-presidiário, que se converte em pastor e acaba se envolvendo no resgate de crianças no Sudão do Sul, em meio a uma sangrenta guerra civil que divide o país. Sim, é muita coisa. Se um diretor lhe apresentasse esta história você talvez dissesse "isso é muito forçado, ninguém vai acreditar!".
Mas o mais incrível é que estamos justamente falando de uma história real. O filme Redenção (2011) mostra um desconcertante contraste entre as dificuldades enfrentadas por uma problemática família norte-americana, e as dificuldades - em outra escala de grandeza - enfrentadas por crianças africanas vítimas de atrocidades e brutalidades que vão além da imaginação.
Sam Childers não é um santo. Em seu caminho ele luta para controlar sua raiva, conciliar suas crenças com a dura realidade e, acima de tudo, para encontrar uma forma de fazer a diferença. O filme é violento e tem uma forte carga emocional, nos forçando a refletir sobre nossas atitudes e nossa indiferença com os problemas que afetam outras partes do globo.
Eu gostei bastante do filme, embora tenha recebido algumas críticas quanto a atuação de Gerard Butler e tenha alcançado apenas uma nota 6.8 no IMDB.
Várias vezes eu comentei com meus amigos que o cinema americano anda meio sem criatividade. Apesar de também haverem alguns pouco filmes originais e inovadores, houve uma leva importante de remakes, tanto de clássicos do cinema americano, quanto de obras não tão antigas. Outra coisa que os diretores americanos costumam fazer é buscar inspiração no cinema europeu pois, a despeito da qualidade dos filmes, eles continuam não conseguindo muito espaço no gosto da plateia norte-americana. O lançamento da versão americana da trilogia Millennium é um exemplo marcante dessa situação. A trilogia original, uma produção sueca, é de 2009!! Män som hatar kvinnor (2009), Flickan som lekte med elden (2009) e Luftslottet som sprängdes (2009).
Mal passaram-se dois anos e chega aos cinemas a versão americana: Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011). Eu gostei bastante do filme, mas ele é praticamente idêntico ao original. A única diferença é que são atores "Hollywdianos" e que todos os personagens falam em inglês (mesmo o filme se passando na Suécia). A Laura assistiu a trilogia original completa, e curtiu (embora goste mais do primeiro do que das sequências). Eu ainda preciso assisti-los para opinar a respeito...
Mas de qualquer modo, fica a dica desse bom filme de suspense com o galã Daniel Craig. Mas melhor que ele, a atriz Rooney Mara está MUITO BEM no papel!! Veja o Trailer!
Quem não teve a oportunidade de jogar ou pelo menos assistir ao famoso “jogo do copo”? Esta “brincadeira”, que segundo os espíritas é completamente sem graça e até perigosa, é a temática de O Jogo dos Espíritos (2002). O filme acompanha a vida de um grupo de jovens ingleses que, após uma noitada de festa, drogas e bebidas, resolve realizar o tal jogo dos espíritos em busca de um pouco de emoção. As coisas evidentemente saem do controle e o jogo acaba sendo encerrado de modo drástico. Depois disso o clima de suspense toma conta da trama, prendendo completamente a atenção do espectador e garantindo alguns bons sustos pelo caminho. O filme não abusa de efeitos especiais, a temática é bem conhecida (o que colabora para a imersão no suspense) e os atores convencem em suas atuações.
Jack Black, Steve Martin e Owen Wilson estão juntos na comédia The Big Year (2011). Eles são aficionados por pássaros que participam de uma competição informal nos EUA, o Big Year, na qual vence aquele que ver (ou ouvir) o maior número de espécies de pássaro durante o período de um ano, em uma área geográfica específica. A história é inspirada no livro "The Big Year: A Tale of Man, Nature, and Fowl Obsession (2004)", de Mark Obmascik, trazendo três protagonistas com diferentes perspectivas. Kenny Bostick (Owen Wilson) é um veterano, o atual recordista da competição com a incrível marca de 732 espécies. Além da paixão pelas aves, Bostick é movido pela obsessão de manter o posto de maior observador de pássaros da américa, o que o leva a deixar de lado sua esposa e qualquer outro assunto. Brad Harris (Jack Black), um jovem amante dos pássaros completamente infeliz com seu trabalho de escritório, e Stuart Preissler (Steve Martin), um bem sucedido homem de negócios desejando aposentadoria, são novatos na competição e sonham em deixar sua marca como novos recordistas. O filme conta ainda com uma modesta participação de Jim Parsons (o Sheldon do The Big Bang Theory), em um papel completamente irrelevante. A história é moderadamente interessante e o filme não chega a ser chato, mas também não desponta como uma grande comédia. Eu não me lembro de te dar dado uma boa risada durante o filme, mas também não cheguei a ficar entediado. Achei legalzinho. Pode até ser uma boa pedida para quem está afim de assistir um filme leve, com várias cenas de natureza e muitas, muitas imagens de aves hehehe. Assista ao Trailer.
Apesar de tratar-se de um filme de terror, se eu tivesse que descrever Arraste-me para o Inferno (2009) utilizando apenas uma palavra eu não usaria “aterrorizante”, “assustador” ou algum sinônimo, eu diria simplesmente que é um filme “nojento”. Sério, a quantidade de coisas asquerosas que acabam na boca da protagonista chega a transmitir um ar cômico a cenas que deveriam ser apavorantes. Em alguns momentos eu achei que estava assistindo a uma nova versão de Todo Mundo em Pânico (2000). Seguindo o costume dos filmes do gênero, a medida que as manifestações sobrenaturais vão se intensificando a protagonista também vai investigando e compreendendo melhor as “causas” e as “consequências” do que está se passando, o que normalmente acaba sendo uma parte interessante do filme. No entanto, a "complexa" trama do filme já é explicitamente apresentada no trailer...o qual felizmente eu não havia assistido. Tirando isso, o filme acaba sendo relativamente previsível e sem muitos sustos marcantes ao longo do percurso.
Escrever um comentário sobre A pele que habito (2011), do diretor Pedro Almodóvar, é um desafio complexo. Na verdade eu não posso fazer quase nenhum comentário especifico sobre trama, pois o risco de spoilers é inaceitável. Assim sendo, me atenho a dizer o óbvio: conforme esperado de uma obra de Almodóvar, este é um filme tenso e desconcertante. A trama levanta questionamentos sobre sexualidade e identidade, o que nos leva a longos momentos de reflexão após o desfecho da história. Outra reflexão interessante desencadeada pelo filme é sobre como muitas vezes acabamos presos a uma sequência de eventos (ação e reação...), de um modo que pode nos levar a um desfecho terrível e inevitável. Alguns acabam sendo vítimas, outros carrascos, mas avaliando com calma podemos muitas vezes compreender as ações de um em função das ações do outro. Enfim, vale a pena conferir. Assista ao Trailer!
O Dublê do Diabo (2011) é baseado em fatos reais, o que torna a trama muito mais impressionante. Uday Hussein (interpretado por Dominic Cooper) era o filho mais velho de Saddam Hussein, um jovem poderoso, violento e fascinado por carros, armas e pela riqueza. Assim como seu pai, Uday utiliza sósias que o representam em eventos públicos e situações onde há risco a sua vida, sem que a população e a mídia internacional percebam a diferença. O iraquiano Latif Yahia (também interpretado por Dominic Cooper) é escolhido por Uday para ser seu "duble", sendo obrigado a assumir a função sob ameaças de morte contra a sua família. Latif se horroriza com os atos bárbaros de Uday e se vê preso em uma estranha relação de cumplicidade e dominação. O ator Dominic Cooper faz um ótimo trabalho interpretando tanto Latif quanto Uday, a ponto de nos fazer acreditar que são dois atores diferentes, mas muito parecidos.
Latif inclusive sofre alguns procedimentos cirúrgicos para aumentar sua semelhança com o filho de Saddam, chegando a substituir Uday em alguns discursos públicos.
No rastro de sucesso da trilogia Transformers chega às telas em 2011 o filme Gigantes de Aço. Não, as histórias não tem nada a ver uma com a outra, mas os filmes compartilham alguns pontos fortes e fracos. Em ambos os casos a história é um pouco fraca, mas as cenas de ação e os efeitos especiais fazem o filme valer a pena. A trama de Gigantes de Aço se passa em um futuro não muito distante, onde o boxe foi substituído por lutas entre robôs. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-lutador fracassado que hoje tenta ganhar a vida controlando robôs na arena. Existe ainda um pequeno drama familiar: Charlie tem um filho de 11 anos com o qual ele não matinha nenhum contato. Após a morte da mãe da criança, pai e filho acabam passando um verão juntos, durante uma turnê pelo submundo da luta de robôs. Como eu disse, a trama é fraquinha e algumas coisas simplesmente acontecem sem maiores explicações (não muito diferente de Transformers), mas ainda assim as lutas entre robôs são bem feitas e o filme é divertido, o que acaba fazendo a experiência valer a pena. Assista ao Trailer!
Já que eu fiz a comparação com Transformes, cabe salientar que na minha classificação o melhor filme ainda seria o primeiro da trilogia, Transformers (2007), que é mais engraçado, tem mais ação e tem robôs muito maiores (que se transformam em super carros!! \o/\o/ super cool e nonsense ehhehe). Nos filmes seguintes a coisa fica mais complicada: são mais robôs, muito mais pancadaria e a história é mais confusa e cheia de furos. Sobre isso, vale muito a pena conferir os comentários do Jovem Nerd na Zona de Spoilers 2.