Durante o período do Oscar eu evitei postar sobre os filmes que estavam concorrendo, para não ser repetitivo, mas de fato nós assistimos vários deles e eu guardei alguns comentários para postar em outro momento. Um dos filmes que nós assistimos e que eu gostei bastante foi As Sessões (2012), com a Helen Hunt. Apesar de ser um drama, o filme trata a situação inusitada do protagonista de uma forma muito leve e cômica, tornando a trama divertida e interessante. Helen Hunt vive uma terapeuta incomum (Cheryl), preocupada em estudar e auxiliar na sexualidade de pessoas com necessidades especiais. O protagonista foi vítima da poliomielite, apresentando uma grave paralisia do pescoço para baixo. Esta condição o obriga a permanecer a maior parte do tempo em uma maca, sem controlar pernas e braços, além de também não poder permanecer muitas horas longe de uma câmara especial, que facilita sua respiração. Sua cabeça, no entanto, funciona perfeitamente. Apesar das limitações físicas, Mark (John Hawkes, em ótima atuação) apresenta uma vida intelectualmente ativa, tendo escrito vários livros, sempre auxiliado, claro. Sendo completamente dependente de outra pessoa para realizar toda e qualquer atividade, sua interação com suas cuidadoras acaba criando algumas situações constrangedoras e até mesmo alguma confusão de sentimentos, de ambas as partes. Mark é muito religioso, e desabafa suas inquietudes com seu pastor (muito bem interpretado por William H. Macy). Os diálogos entre eles promovem alguns dos momentos mais engraçados do filme, pois Mark começa a falar de seus desejos sexuais e de seu interesse em fazer as sessões com Cheryl, e o pastor acaba aceitando este papel de psicólogo (a princípio por pena, depois por curiosidade). Mark começa a fazer as sessões e a viver situações completamente inusitadas ao lado de sua terapeuta. O filme é baseado na história real de Mark O'Brian, Bom, vou parando por aqui para evitar spoilers, mas reforço que vale a pena conferir!
Robôs gigantes caindo na porrada com aliens gigantes!!
Recentemente nós fomos pela primeira vez ao IMAX, tendo escolhido para esta estreia o filme Círculo de Fogo (2013). Gostei muito do filme e do IMAX, mas confesso que estava esperando um pouco mais de ambos. Com relação ao IMAX, é fantástico, mas creio que este filme não explorava tanto o recurso 3D, pelo menos não no sentido de ter coisas arremessadas em direção a sua cabeça. Mas sem dúvida a sensação de profundidade é muito superior ao 3D convencional.
Com relação ao filme, não sei descrever agora nenhum problema especifico, acho que simplesmente eu estava com uma expectativa muito alta. O filme é bem interessante e as imagens são fantásticas, fazendo jus ao legado do diretor Guillermo del Toro. Eu comprei a trama do filme e estava lá torcendo pelo protagonista e pela sobrevivência da humanidade. Descontando alguns detalhes que me incomodaram, as explicações até que são coerentes (dentro do universo apresentado). De qualquer modo, parafraseando o pessoal do Jovem Nerd no Zona de Spoilers 2, são robôs gigantes caindo na porrada, foda-se a história. No caso eles comentavam sobre Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009), que tem uma trama muitíssimo mais fraca do que Círculo de Fogo (2013). Aproveitando para fazer um parêntese, eu sou fã do Jovem Nerd e recomendo uma boa vasculhada no site deles, especialmente nos episódios do NerdCast e do NerOffice.
Enfim, creio que este é um dos grandes títulos do ano para quem curte ficção científica e efeitos especiais. Talvez não "emocione" a todos, mas se você der uma olhadinha no trailer e ficar interessado, vá em frente que provavelmente você vai curtir!
Confesso que não costumo assistir a filmes brasileiros com frequência, mas estes dias resolvi dar uma chance para O Homem do Futuro (2011) e não me arrependi. Não, o título não foi escrito com intuito sarcástico ou depreciativo. Na verdade era para ser um elogio, visto que de fato gostei muito do primeiro Efeito Borboleta (2004). Gostei tanto que não tive coragem de assistir as "continuações" que surgiram mais tarde (2 e 3), só para não correr o risco de arruinar este sentimento. Mas claro que a comparação realizada inevitavelmente acaba adquirindo esta conotação de cópia...de "versão brasileira". Bom, estamos muito acostumados com o cinema made in USA e eles já filmaram e refilmaram várias ideias boas, de modo que fica bem difícil parecer original em um tema tão badalado quanto viagem no tempo. Como eu disse, todas as possibilidades parecem ter sido exploradas, inclusive as mais bizzaras combinações de teorias, onde uma série de eventos te convence de que existe uma determinada mecânica para a viagem no tempo (por exemplo, cada viagem no tempo cria uma realidade paralela e é impossível "corrigir" a linha original) mas no final tudo se resolve ignorando os eventos ocorridos durante a trama.
Mas deixando a discussão técnica para os físicos e nerds mais embasados, o fato é que o cinema nacional está se desenvolvendo e vez ou outra nos surpreende positivamente. O Homem do Futuro (2011) não é um filme fantástico, até parece meio bobo e previsível no início, mas consegue sustentar a trama e me agradou bastante no conjunto. O Wagner Moura está bem no filme, embora eu não tenha gostado dele interpretando a versão jovem de seu personagem (parecia meio bobo) e a Alinne Moraes também cumpre bem o seu papel. É um filme divertido e com algumas sacadas interessantes, vale a pena experimentar! Eu vou colocar o Trailer abaixo, mas se você ficou interessado acho melhor ir direto ver o filme...o trailer acaba entregando algumas coisas...
O tempo voa, o trabalho aperta e lá se foram mais três meses sem
postagens. Uma pena. Mas neste período continuamos encontrando momentos
para assistir alguns filmes, de modo que novas postagens estão a caminho. Um dos filmes que eu mais curti neste período, foi a comédia Sem segurança nenhuma (2012), estrelada por Mark Duplas e Aubrey Plaza. A Aubrey está muito legal no papel, lembrando um pouco a personagem dela em Parks & Recreation (2009- ).
Alias, fugindo totalmente do foco deste post, esta é uma série de comédia que eu recomendo fortemente para aqueles que curtem o estilo de série posteriormente popularizado pelo The Office (2005-2013) americano. O Parks & Recreation foi um dos precursores deste estilo de seriado no qual os personagens olham diretamente para a câmera e até interagem com ela em determinados momentos (confessam coisas, por exemplo), como se tudo estivesse sendo filmado para uma espécie de documentário. A estrela da série é a atriz Amy Poehler, que está fantástica, mas a série conta ainda com outros personagens muito divertidos interpretados por Rashida Jones, Chris Pratt, Nick Offerman e Aziz Ansari. E a personagem vivida pela Aubrey Plaza, April Ludgate, é sem dúvida um dos destaques.
Mas voltando ao filme do post de hoje, a jovem Darius trabalha na redação de uma revista e se candidata a participar da equipe que deve investigar uma possível matéria. Trata-se na verdade de procurar e talvez entrevistar o autor de um curioso anúncio de jornal (imagem no topo do post), o qual diz mais ou menos o seguinte:
PROCURA-SE:
Alguém para voltar no tempo comigo.
Isto não é uma piada. (...).
Você será pago após o nosso retorno.
Necessário trazer suas próprias armas.
SEGURANÇA NÃO GARANTIDA.
Eu só fiz isso uma vez.
Seria
uma espécie de brincadeira? Será que o autor é completamente maluco e
realmente acredita que pode viajar no tempo? A equipe da revista,
composta por um repórter e dois estagiários, parte em busca deste autor
desconhecido e consegue encontrá-lo em outra cidade. Eles começam então a vigiar suas atividades e depois iniciam as tentativas de aproximação. Bom, vou parando por aqui e deixo abaixo o trailer para os que curtiram a proposta, vale a pena conferir!
A Laura e eu nos conhecemos na faculdade e logo em seguida começamos a namorar. Os anos foram passando e nós fomos renovando a permanência do status de namoro, visto que a instabilidade financeira e os compromissos acadêmicos pareciam não viabilizar a progressão para noivado ou casamento. Hoje estamos noivos, mas adiamos esta conversa de casamento para depois dos Doutorados, visto que ambos priorizamos a conclusão desta etapa de nossa formação. Além disso, tem a questão da instabilidade do vínculo institucional. Hoje estamos em Porto Alegre, mas depois do doutorado talvez surja um Pós-Doutorado, ou uma vaga de professor em alguma outra cidade...talvez no interior...talvez as melhores oportunidades de um estejam aqui mesmo em Porto Alegre, enquanto as melhores oportunidades para o outro estejam em Minas, ou no interior do Acre heheheh. Enfim, o ponto é que ainda teremos que discutir bastante este assunto, visto que não é fácil conciliar as coisas. Feita esta "breve" introdução, fica mais claro porque nos identificamos com a trama da comédia Cinco Anos de Noivado (2012). Jason Segel, mais conhecido por seu papel na série How I Met Your Mother (2005- ) (que eu acho legal e a Laura acompanha), interpreta Tom Solomon, um cozinheiro bem sucedido que acaba de anunciar seu noivado com Violet Barnes (Emily Blunt). No entanto, uma ótima oportunidade profissional surge para Violet, a qual exigiria que eles morassem por dois anos em Michigan, norte dos EUA.
Tom decide abrir mão de seu emprego e embarcar com Emily nesta aventura, deixando o casamento para depois deste período. Emily se integra rapidamente a sua nova equipe e se apaixona pelo trabalho, conquistando o respeito e a consideração de seus colegas. Tom não consegue encontrar um emprego que seja moderadamente semelhante ao que fazia antes, não se adapta bem ao clima frio e não consegue fazer novos amigos. A vida segue rapidamente, mas estas diferenças vão se acentuando e os atritos começam a crescer na rotina do casal. Ao final deste período, Emily recebe uma proposta de fazer pós-doutorado, algo que ela deseja muito. Tom está extremamente infeliz com a situação, mas como não quer abrir mão de Emily acaba cedendo e tentando se adaptar a nova realidade. Como seria de se imaginar, os atritos só aumentam e Tom vai se transformando em uma pessoa completamente diferente do que era. As coisas se complicam até que algumas decisões mais sérias precisam ser tomadas. O filme é uma comédia romântica bem divertida, explorando algumas situações que estão próximas da realidade de muitos casais. Vale a pena conferir!
Neste finalzinho de Fevereiro resolvi fugir um pouco do perfil do blog e postar sobre um documentário brasileiro de 2012. O tema é obesidade infantil, mas a discussão do filme é do interesse de todos os adultos. MUITO ALÉM DO PESO (2012) tem direção de Estela Renner e produção executiva de Marcos Nisti, chamando atenção pela maneira como aborda o problema. A obesidade está associada às principais causas de morte em crianças e adultos, afetando a cada vez mais indivíduos em diversas partes do mundo. Mas o documentário consegue ir muito além da discussão "biológica" e de saúde pública, salientando o poderoso jogo realizado por grandes multinacionais, as quais focam suas estratégias de venda nas crianças visando introduzir hábitos que serão mantidos ao longo de toda a vida do indivíduo. Ou seja, criando clientes permanentes, que irão consumir compulsivamente os produtos desta indústria independentemente dos malefícios que o uso excessivo e continuado possa vir a causar. O filme chama a atenção para a quantidade excessiva de sal, açúcar e gordura presente em alguns produtos industrializados, os quais são consumidos indiscriminadamente por um público que não percebe o verdadeiro teor do alimento que está sendo consumido. Você certamente não tomaria meio copo de óleo assistindo a um filme. Mas talvez você consuma este mesmo volume comendo um pacote de batatinhas fritas, sem nem perceber. Algumas comparações deste tipo, realizadas ao longo do documentário, são certamente instrutivas para todos nós. Além disso, também fica claro a associação que é feita entre produtos e "diversão" (personagens de desenhos, jogos, brinquedos coloridos, etc), fazendo com que a criança seja inicialmente atraída muito mais pela brincadeira do que pelo produto que está sendo comercializado. Os pais acabam sendo de certa forma vítimas indiretas neste processo, pois precisam impor limites a seus filhos, enfrentando sem recursos e sem suporte todo o arsenal de marketing destas empresas que transformam nossas crianças em consumidores vorazes. As questões relacionadas ao cotidiano da família moderna, o papel da televisão na "educação" dos filhos e também a responsabilidade do governo neste contexto, também são discutidas no longa metragem que tem duração de 84 minutos. A história é pontuada por personagens reais, com o relato de crianças obesas de diversas partes do Brasil e pela opinião de especialistas de diversas partes do mundo. Vale a pena conferir!!
A mentira é uma ferramenta essencial para a nossa vida em sociedade. Ela permite suavizar as nossas relações, evitando comentários que apenas agrediriam ou magoariam o interlocutor, sem trazer qualquer benefício. É claro que eu estou me referindo aqui aquelas pequenas e inofensivas mentirinhas do dia-a-dia, como quando a pessoa amada prepara um prato com todo o carinho e na hora da degustação você percebe que ela derrubou todo o saco de sal dentro da panela. Você não vai dizer na lata, "ficou bem ruim este teu almoço, parece que eu estou comendo sal grosso!". No mínimo você suaviza o comentário com um eufemismo, "ficou bom, talvez pudesse ter colocado um pouquinho menos de sal, mas para o meu gosto está bom" (frase acompanhada por uns três copos de Coca-Cola). Ou quando você decide terminar um relacionamento de anos, você não chega e diz "cansei, tu ficou muito chata e eu estou mais interessado na minha colega de trabalho". Claro que não! Você diz "eu não estou bem, preciso ficar sozinho um tempo, blábláblá". Eu sempre pensei que se um dia desenvolvêssemos a habilidade de ler a mente uns dos outros, nossa sociedade teria que mudar drasticamente. O ciúme seria uma coisa completamente incompatível com os relacionamentos, por exemplo. Toda a vez que um membro do casal "olhasse para o lado" ou pensasse em outra pessoa, o outro saberia imediatamente, e teria que saber que aquilo é uma coisa natural, irrelevante e que não significa que o amor acabou ou algo do gênero. Pois um universo semelhante é retratado no filme O Primeiro Mentiroso (2009), dirigido e estrelado pelo ator Ricky Gervais (o inconveniente chefe "David Brent" do The Office (2001-2003) inglês. Este post-merece múltiplos spin-offs e eu vou ter que controlar para não me estender muito. Fazendo o primeiro parêntese, eu adoro e recomendo The Office (2005-)!!! A série inglesa é muito boa, mas a versão americana é minha preferida. O Steve Carell está fantástico no papel de "Michael Scott" (a versão americana do David Brent). Como toda a série de comédia, o nível do humor varia um pouco de um episódio para o outro, mas tem alguns episódios que são de doer a barriga de tanto rir. Fantástico. Para mim é uma das melhores séries de comédia depois do Friends (1994-2004).
Mas voltando ao tema do post, o protagonista do filme vive em uma sociedade em que não existe a mentira. Ninguém mente. Na verdade, as pessoas nem sabem o que é uma mentira. Não existe a concepção da mentira. As pessoas simplesmente falam o que pensam. Nem sequer conseguem ficar em silêncio pensando consigo mesmo que não concordam ou que não gostam do interlocutor (pois isso exigira um certo nível de "faltar com a verdade"), elas simplesmente falam na lata que discordam, que não gostam,, etc. Não que isso não magoe o interlocutor, mas enfim, todos estão acostumados a estas situações e simplesmente seguem suas vidas. As consequências na sociedade são infinitas. Imaginem como fica o cinema em uma sociedade em que ninguém é capaz de "fingir ser outra pessoa" (atuar), os filmes se limitariam a leitura de textos históricos (...\o/...). Agora imaginem isso, se não existe mentira (nem a mais remota possibilidade de alguém faltar com a verdade), então também não existe senso crítico sobre o que lhe é contado. Então tudo que você ouvir, você simplesmente aceitará como verdade. Eis que por uma série de eventos randômicos, alguém acaba faltando com a verdade em uma determinada situação. Esta pessoa automaticamente percebe que pode faltar com a verdade em qualquer situação. E mais, tudo que ela disser será tomado como verdade absoluta por qualquer pessoa. Imaginem as possibilidades...
O filme traz várias sacadas muito legais neste sentido. Ele não é a comédia mais engraçada que existe, mas é muito bom e divertido. E é uma tremenda brincadeira, com a participação de vários atores conhecidos, como Jonah Hill, Jennifer Garner,Edward Norton, Jason Bateman, Philip Seymour Hoffman, Tina Fey, etc. Para encerrar com um outro parêntese, um dos atores coadjuvantes neste filme é o Louis C.K, que faz o melhor amigo do protagonista (atuação meia-boca e contribuição modesta para o humor do filme). Ele é o protagonista de uma série de comédia Louie (2010-), que é relativamente engraçada. Mas ele também faz stand-up comedy, e é disso que eu quero falar. Eu adoro os vídeos dele!! O cara é muito engraçado mesmo!! Ele faz piada sobretudo de coisas da própria vida, como o relacionamento com a esposa e com as filhas. Tem inúmeros vídeos dele na internet, vale a pena conferir. Para evitar uma lista enorme de links eu vou indicar aqui apenas um vídeo com uma apresentação completa e uma entrevista no Conan O'Brien, que para mim é um dos vídeos mais engraçados dele.
Estreou ontem nos cinemas a mais recente obra de Quentin Tarantino, Django Livre (2012), um filme que gerou grande expectativa e sobre o qual eu certamente irei postar no futuro. Mas existe um outro filme de 2012 também lançado recentemente sob a "marca" de Tarantino, me refiro ao The Man with the Iron Fists (2012) (título ainda sem versão em Português). Mas atenção, este filme foi produzido pelo Tarantino mas o diretor é na verdade RZA, que também reservou para si o papel do protagonista. Eu curto bastante os filmes do Tarantino e fui assistir ao The Man with the Iron Fists (2012) com grande expectativa...mas me decepcionei. O filme de fato lembra o estilo Kill Bill - Volume 1 (2003), mas com uma influência oriental ainda mais forte, lembrando alguns outros filmes de artes marciais (o que não é um problema). Conta com um elenco relativamente conhecido, incluindo Russel Crowe, Lucy Liu, Rick Yune e Byron Mann (o que também não é um problema). Mas o filme deixa a desejar um pouco no enredo e, o pior de tudo, entrega o papel principal para um ator desconhecido e que não convenceu (o músico de Hip Hop e estreante como diretor RZA). Ele até tem experiência como ator, tendo participado de filmes como O Gângster (2007) e Repo Man (2010), mas sempre com papéis secundários. Aliás, aparecer nos próprios filmes é uma característica do próprio Tarantino, mas normalmente ele assume papéis secundários. Acho que o RZA deveria ter seguido o exemplo, pois sua atuação foi meio apagada e acabou comprometendo o filme como um todo.
Para começar 2013 com bom humor eu resolvi publicar sobre uma comédia que assisti ainda em 2012. O título em português é péssimo, mas não faça desta infeliz "adaptação" um motivo para descartar imediatamente o Vizinhos Imediatos de 3º Grau (2012). O filme é uma comédia ao estilo Ben Stiller, um pouco forçada pelas atuações de Vince Vaughn e do Jonah Hill (que em alguns momentos deixam de ser engraçados e acabam parecendo apenas retardados mesmo...). Daí tu acrescenta a possibilidade de uma invasão alienígena e a boa atuação do Richard Ayoade, com aquele perfil britânico ao estilo The IT Crowd (2006-2007). Isso tudo é "The Watch" (me recuso a repetir o título adaptado). Não é o melhor filme de comédia que tu poderias imaginar, mas a mistura entre ficção e comédia, com estas variações nos perfis dos protagonistas, propicia uma experiência diferente e divertida. Me surpreendeu positivamente. Abrindo um parêntese gigante aqui, eu recomendo fortemente a série The IT Crowd (2006-2007), sobretudo para aqueles que (como eu) tem um gosto pela computação e áreas relacionadas. Esta série merecia um post próprio, mas aproveitando a deixa eu já faço aqui a indicação. São poucos episódios por temporada, no melhor estilo britânico de humor. Os personagens centrais são dois nerds que trabalham no setor de TI de uma empresa, chefiados por uma ruiva que não entende NADA de computadores. Muitos episódios são legais, principalmente nas duas últimas temporadas, mas alguns são MUITO ENGRAÇADOS. Tem um em especial que eu adoro, sobre a apresentação "da internet" em uma reunião da empresa...enfim, vou parar por aqui para evitar spoilers...heheheh.
Confira abaixo os trailers de The Watch e de The IT Crowd. Ambos vão parecer idiotas...eu sei, mas sobretudo no que se refere à série britânica, você poderá se surpreender!!